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Kali - Mitologia Hindu

Author: Luiza / Marcadores: , , , , , , ,

 

    Kali, Kali Ma (काली मां) ou Kālikā (कालिका), nascida da testa da deusa Durga durante uma de suas batalhas contra as forças do mal, é uma das deusas mais conhecidas e adoradas do Panteão Hindu. Seu nome é derivado de uma palavra em Hindu que significa "tempo", e ao mesmo tempo "negro". No Hinduísmo é a manifestação da Mãe Divina, que representa o princípio feminino.
  Conhecida como "Mãe Negra", é a deusa da criação, preservação e destruição, porém ela só destrói para recriar, e com isso ela destrói o pecado, a ignorância e a decadência. Ela é comparada á luz eterna, é o transcendente poder do tempo, e a consorte do deus Shiva. Dizem que é Shiva quem destrói, e Kali é o poder e a energia na qual ele age.
   Tanto Shiva como Kali costumam habitar os locais de cremação, e seus devotos costumam ir até esses lugares para meditar, porém não é "adoração á morte", mas sim para reforçar a consciência de que a vida é passageira, e nossa estadia em nossos corpos não durará para sempre. Shiva e Kali habitam nesse lugares porque sabem que o apego ao próprio corpo é o que alimenta nosso ego, e ambos oferecem libertação a partir do momento que a ilusão do ego é destruída.
   Dizem que Kali aparece em sua forma monstruosa e temível para aqueles que são apegados a seu próprio ego, mas aparece em sua forma doce e bela para aqueles que possuem a alma madura, e se empenham em praticar sua espiritualidade para se livrar do próprio ego.
   Kali é representada tendo quatro braços; três olhos, que representam o passado, o presente, e o futuro; a pele negra ou azul escuro; olhos vermelhos; a língua protuberante para fora, que representa sua natureza onívora; usando uma guirlanda de 50 crânios, representando as 50 letras do alfabeto Sânscrito, que simboliza a sabedoria infinita; e uma saia de braços decepados, que representa o desapego com o próprio corpo e o apego com a espiritualidade. Traz consigo uma espada em uma mão, e em outra, uma cabeça de demônio recém-decepada pingando sangue, que segundo a história, representa a grande batalha na qual ela destruiu o demônio Raktabija. As outras duas mãos abençoam seus adoradores com um gesto de "não temam!". Um de seus pés fica pousado sob o peito de Shiva (que representa o fato de que sem ela, Shiva é inerte),  e o outro sob sua coxa (ou no chão, ás vezes).
   É uma das poucas deusas do Hinduísmo que pratica o celibato, a austeridade e renunciação. Seu aspecto negro simboliza sua vasta e transcendental natureza.



      Fonte:

       http://hinduism.about.com/od/hindugoddesses/a/makali.htm
       http://www.goddess.ws/kali.html
       http://www.dollsofindia.com/library/kali/
       http://www.themystica.com/mythical-folk/articles/kali_ma.html

Ganesha, o Deus de Cabeça de Elefante

Author: Luiza / Marcadores: , , , , , ,


  Conta um mito da Índia que Parvati, a esposa de Shiva, ao sair do banho, foi enxugar o suor que lhe escorria, e recolheu-o na mão. Do suor de Parvati nasceu Ganesha, o deus vencedor dos obstáculos.
  Considerado filho de Shiva e Parvati, Ganesha, ainda bebê, foi apresentado aos deuses, que se reuniram para presenteá-lo com bons votos. Mas um deles não compareceu: Shani, o Deus do Sábado. Parvati exigiu sua presença e, assim que veio, Shani fitou Ganesha e fez com que a cabeça da criança queimasse e virasse cinzas. Vishnu, um dos três aspectos da divindade na mitologia Indiana, foi então em busca de uma outra cabeça para o filho de Parvati. Trouxe-lhe a cabeça de Airávata, o elefante que é a montaria de Indra. Foi colocada sobre os ombros do menino, e ele passou a ostentar a cabeça de um elefante.
  Teve um irmão chamado Skanda. Ambos eram muito diferentes, pois se Ganesha simboliza a força do espírito, Skanda representa a força da matéria. Shiva, certa vez, submeteu-os a uma prova para saber qual deles seria merecedor da primogenitura. Mandou que ambos dessem uma volta ao redor da Terra. Skanda saiu correndo imediatamente; porém Ganesha começou a andar em torno dos pais. Explicou que os Vedas dizem que aquele que honra os pais andando sete vezes ao seu redor é mais sábio que aquele que dá sete vezes a volta ao mundo. Shiva reconheceu, então, o valor do filho. Tornou-se o deus que ajuda seus fiéis a vencer os obstáculos e dificuldades. Mas é também guloso e adora doces e bolos. Seu animal de montaria é um rato.
  Conta-se que Ganesha estava cavalgando após uma refeição, quando o rato, sua montaria, assustou-se com uma serpente na estrada e derrubou seu senhor no chão. Ganesha caiu de mau jeito e sua barriga abriu-se, deixando escapar todos os doces que havia comido! Imediatamente o deus começou a recolher as guloseimas e as foi colocando de volta dentro da barriga. E ainda usou a serpente que causara a queda para fechar o ventre como se fosse um cinto! A cena era tão engraçada que a Lua e as estrelas começaram a rir dele. Ganesha ficou zangado com a zombaria, arrancou uma de suas presas de elefante da própria boca e a atirou no céu, tentando atingir a Lua e as constelações...
  É por isso que, nas representações desse deus, ele é mostrado com a cabeça de elefante, mas apenas com uma das presas.

Ganesha no colo de seu pai Shiva, e ao lado de sua mãe, Parvati


Fonte: livro Volta ao Mundo em 80 Mitos, de Rosana Rios